Domingo, 4 de Março de 2007

Santiago: Um pouco da história do carnaval do interior

Os antigos carnavais de rua de Santiago (Rio Grande do Sul) contavam com diversos blocos espalhados pela cidade. Todos ficavam em suas sedes, mas sempre havia um responsável para garantir a ordem, geralmente os pais de algum membro do grupo. A festa sempre terminava nos clubes, onde ocorriam os bailes.

 

Com o passar dos anos, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, os QG’s, sedes dos blocos, começaram a ser instalados em salas comerciais, além de residências. Assim os foliões ficavam andando pelas ruas visitando os QG’s. Estes geralmente contavam com um freezer e um bom aparelho de som. Assim cada bloco tinha a sua bebida e a sua música.

 

A maioria dos blocos se reunia nos bailes do Clube União Santiaguense. O interessante é que na semana que antecedia o carnaval, os blocos iam até o clube e colocavam suas faixas na fachada do União. Assim o ele ficava repleto de faixas com o nome dos blocos, que só eram retiradas após o Carnaval.

 

Havia blocos que também tinham faixas em frente ao seu QG, podendo então serem identificados de longe. Outra forma de reconhecer um bloco era através de sua camiseta, antes do carnaval as malharias e serigrafias da cidade faziam hora extra para aprontar o uniforme dos foliões. Pelas ruas era comum ver grupos com camisetas iguais se movimentar pelo centro da cidade.

 

Lembro-me com saudade desta época, pois devido a um briga ocorrida na frente da sede de um dos blocos, a polícia local ficou mais severa e proibiu os QG’s. Assim, o carnaval de rua de Santiago ficou restrito apenas ao desfile das escolas de samba (foto) e aos bailes dos clubes.

 

Alguns dos blocos de Santiago, pelo menos os que conheço: Perdigueros ( o meu bloco), Insolentes, UTI, DDD, Teatinos, TPM, enfim. Hoje não sei quais destes existem, pois eles, durante o carnaval, saem da cidade em busca de festa, mas na rua.

Saiba mais sobre a Terra dos Poetas, Santiago 

publicado por carnavalderua às 14:30
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

O Carnaval que conheço

O Carnaval, a maior festa popular do Brasil é também a mais diversificada. Para um turista, por exemplo, quando fala no Carnaval brasileiro, cita o Rio de Janeiro, os carros alegóricos, as mulatas, as escolas de samba, etc. É claro que nos últimos anos a isto tem mudado um pouco, atualmente, alguns citarão os trios elétricos, os abadás, as cantoras baianas.

 

Em muitas cidades esta realidade é completamente diferente. É claro que há desfiles de escolas de samba em grande parte do Brasil, sim, os carros alegóricos são menores (quando existem), as mulatas não são em grande número, mas a animação também é grande. Também existem em cidades menores trios elétricos, está bem, a Ivete Sangalo não canta em nenhum deles, só lá em Salvador, mas existem.

 

O que há de mais interessante nas pequenas cidades do interior durante o carnaval, é a rua. Sim, a festa é na rua. As pessoas andam pelas calçadas cantando, pulando, fazendo festa...Em muitos casos a folia começa nas ruas e termina nos salões dos clubes, onde as pessoas se encontram e se divertem até o dia começar de novo e o “ritual” voltar para as ruas. Mas isso não é uma regra, cada cidade tem sua peculiaridade no Carnaval.

 

Aqui no Rio Grande do Sul, e aí falo por experiência própria, principalmente na minha cidade, Santiago, o carnaval é assim, nas ruas. As pessoas se dividem em blocos, cada bloco tem o seu QG, felizmente não é uma guerra, a única munição guardada nesses quartéis são as bebidas. Os “soldados” não ficam nos seus quartéis, visitam outros QG’s, se divertem com os “soldados além das suas fronteiras”. É claro, o que mais ocorre é blocos formados por homens visitarem “quartéis” de blocos femininos e vice-versa.

 

Os QG’s eram em casas ou em imóveis comercias alugados próximos aos clubes. Hoje, devido a uma proibição das autoridades responsáveis pelo carnaval, os blocos só podem se reunir nas residências particulares. Antes  desta proibição, a rua que dá acesso ao Clube União Santiaguense era lotada de QG’s, era um ao lado do outro e a rua ficava completamente tomada de pessoas, que iam e voltavam para o clube. Então, no carnaval de Santiago sempre havia várias festas ao mesmo tempo, tanto na rua, quanto nos clubes.

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publicado por carnavalderua às 22:38
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