Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

O Carnaval que conheço

O Carnaval, a maior festa popular do Brasil é também a mais diversificada. Para um turista, por exemplo, quando fala no Carnaval brasileiro, cita o Rio de Janeiro, os carros alegóricos, as mulatas, as escolas de samba, etc. É claro que nos últimos anos a isto tem mudado um pouco, atualmente, alguns citarão os trios elétricos, os abadás, as cantoras baianas.

 

Em muitas cidades esta realidade é completamente diferente. É claro que há desfiles de escolas de samba em grande parte do Brasil, sim, os carros alegóricos são menores (quando existem), as mulatas não são em grande número, mas a animação também é grande. Também existem em cidades menores trios elétricos, está bem, a Ivete Sangalo não canta em nenhum deles, só lá em Salvador, mas existem.

 

O que há de mais interessante nas pequenas cidades do interior durante o carnaval, é a rua. Sim, a festa é na rua. As pessoas andam pelas calçadas cantando, pulando, fazendo festa...Em muitos casos a folia começa nas ruas e termina nos salões dos clubes, onde as pessoas se encontram e se divertem até o dia começar de novo e o “ritual” voltar para as ruas. Mas isso não é uma regra, cada cidade tem sua peculiaridade no Carnaval.

 

Aqui no Rio Grande do Sul, e aí falo por experiência própria, principalmente na minha cidade, Santiago, o carnaval é assim, nas ruas. As pessoas se dividem em blocos, cada bloco tem o seu QG, felizmente não é uma guerra, a única munição guardada nesses quartéis são as bebidas. Os “soldados” não ficam nos seus quartéis, visitam outros QG’s, se divertem com os “soldados além das suas fronteiras”. É claro, o que mais ocorre é blocos formados por homens visitarem “quartéis” de blocos femininos e vice-versa.

 

Os QG’s eram em casas ou em imóveis comercias alugados próximos aos clubes. Hoje, devido a uma proibição das autoridades responsáveis pelo carnaval, os blocos só podem se reunir nas residências particulares. Antes  desta proibição, a rua que dá acesso ao Clube União Santiaguense era lotada de QG’s, era um ao lado do outro e a rua ficava completamente tomada de pessoas, que iam e voltavam para o clube. Então, no carnaval de Santiago sempre havia várias festas ao mesmo tempo, tanto na rua, quanto nos clubes.

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publicado por carnavalderua às 22:38
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