Terça-feira, 6 de Março de 2007

Escolas de Samba

Para Eneida de Moraes as escolas de samba se originaram a partir do ranchos carnavalescos. A maioria dos historiadores do carnaval carioca acreditam que a Estácio de Sá foi a primeira escola de samba do Rio de Janeiro. Mas Almirante, afirmava ser a Mangueira. O que com certeza pode ser afirmado é que as escolas de samba cariocas foram as primeiras do Brasil.

 

O primeiro desfile ocorreu em 1932, a Mangueira foi à campeã. Nos primeiros anos de desfile, as escolas desciam os morros e realizavam suas evoluções na Praça 11, considerada o berço do samba carioca.

 

No ano de 1957, Cada escola contava com cerca de 1000 participantes e a composição era a seguinte: havia diretor de bateria e harmonia. Um carro abre-alas, pede passagem (faixa saudando o público), ala da diretoria, pastoras (moças que realizavam passos de ginástica durante o desfile), coro masculino, bateria e as demais alas. Naquele ano desfilaram 40  escolas (não havia grupos) e a campeã foi a Portela.

 

50 anos depois apenas 13 escolas desfilaram, não mais na Praça 11, mas na Marquês de Sapucuí. As escolas, agora, são organizadas pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), e o desfile ocorre em duas noites, sempre com mais de 50 mil pessoas nas arquibancadas e camarotes. A campeã deste ano foi a Beija-Flor (foto). Em 2008, 12 escolas desfilarão no chamado grupo especial (1ª divisão do Carnaval Carioca).

 

Classificação do Carnaval 2007.

1 Beija-Flor 399.3
2 Grande Rio 397.9
3 Mangueira  397.4
4  Unidos da Tijuca      397.3
5 Viradouro 397.3
6 Vila Isabel 396.6
7 Salgueiro  396.4
8 Portela 394.8
9 Imperatriz Leopondinense 392.0
10 Porto da Pedra 391.2
11 Mocidade 391.1 
12 Império Serrano 389.6
13 Estácio de Sá  386.5
Evolução do Carnaval: Cordão - Rancho - Bloco - Corso - Escola de Samba

publicado por carnavalderua às 04:22
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Corso. Quer dar uma voltinha?

Segundo Eneida de Moraes, em História do Carnaval Carioca. No carnaval de 1907, as filhas do então Presidente da República, Afonso Pena, entraram em um carro e atravessaram as ruas lotadas de foliões. Chegaram no Palácio do Catete, Rio de Janeiro (Capital do Brasil em 1907), desceram do carro e assistiram a folia da janela do palácio.

 

Alguém viu a cena e resolveu copiar. Pegou seu carro e andou no meio dos carnavalescos. Então, a cena foi ficando comum e um grande número de automóveis tomou as ruas do Rio de Janeiro. O chamado corso foi um sucesso tão grande, que durante o carnaval, aqueles que não possuíam carro, alugavam. Como os automóveis tinham capotas, ao longo do desfile elas eram abertas e as pessoas podiam assim ver melhor o corso. Ao final, os carros saiam cobertos de confete e serpentina e o tanque, é lógico, ficava vazio.

Há outra versão para a origem do Corso
 

Evolução do Carnaval: Cordão - RanchoBloco - Corso - Escola de Samba 

publicado por carnavalderua às 03:56
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Blocos: O Galo é o maior

Conjunto de amigos, vizinhos, conhecidos, etc. As pessoas se reuniam conforme afinidade, não havendo nenhum requisito básico para pertencer aos blocos. Durante o desfile, com freqüência as pessoas aderirem aos blocos conforme o gosto pessoal. Assim ela seguia a folia, dançando, cantando e pulando com os demais componentes do bloco.

 

Um dos blocos mais conhecidos é o Eu Sozinho, como diz o nome, era formado por apenas uma pessoa. Esta não aderia a blocos, cordões, ranchos, nada... Também não freqüentava bailes, festas, apenas desfilava pelas ruas. Levava consigo seu pavilhão com o nome do bloco e cantava a sua música no meio da multidão, gerando, algumas vezes, repulsa das pessoas a sua volta, o que é explicável, pois ele entrava no meio dos blocos. Cá entre nós, foi um chato, que virou tradição, pois desfilou durante vários carnavais e gerou diversos “clones”.

O maior bloco carnvalesco do mundo é o Galo da Madrugada (foto). Foi fundado no dia 24 de janeiro de 1978 levando 75 foliões as ruas de Recife. Atualmente conta com cerca de 1 milhão e 500 mil participantes, sendo autenticado pelo Guiness Book, o livro do recordes, como o maior bloco do mundo.

Evolução do Carnaval: Cordão - Rancho - Bloco - Corso - Escola de Samba

publicado por carnavalderua às 03:13
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Ranchos Carnavalescos

Os ranchos eram espécies de cordões, porém com alguma evolução. Eram mais organizados e contavam com maior presença feminina. Na sua orquestra havia instrumentos de cordas, além dos instrumentos já existem, geralmente bombos, tambores, etc. Além disso, existia um coro que acompanha a música.

 

Durante seu desfile, a porta-estandarte tinha a honra de levar o símbolo do rancho. Os mestres eram responsáveis por organizar cada parte. O de harmonia ficava encarregado de garantir que os foliões cantassem a música no ritmo certo e que a música e o canto casassem de maneira perfeita (Foto: Pixinguinha, à direita, mestre de Harmonia aos 14 anos), o de orquestra garantia a qualidade do som e o de coreografia era o responsável pelos movimentos ensaiados do rancho.

 

Evolução do Carnaval: Cordão – Rancho – BlocoCorsoEscola de Samba

publicado por carnavalderua às 02:52
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Os cordões e o Bola Preta

O cordão é um tipo de “reunião carnavalesca”. Um grupo formado por pessoas fantasiadas, geralmente de velhos, palhaços e diabos. O começo do século XX marca o auge dos cordões, quando eles contam com cerca de 200 integrantes cada um.

 

Os estandartes eram comuns entre os eles e de grande importância. Artistas se ofereciam para pinta-los ou borda-los, no Rio de Janeiro os estandartes ficavam expostos na entrada dos jornais. Havia, inclusive, concursos que avaliavam o mais belo.

 

Os cordões tinham seus próprios cantos. Os temas eram a política nacional, de maneira crítica, debochada ou através de enaltecimento patriótico. Cada cordão tinha seu rei, rainha e os mascarados (que formaram o restante do grupo). O mais conhecido é o Cordão da Bola Preta.

O Bola Preta surgiu quando Caveirinha, um dos seus fundadores, pulava carnaval na rua, quando de repente viu procurava uma moça, com uma fantasia que havia uma bola preta na cabeça. Então, ele tentou encontrar a moça, para explicar ele falava apenas na bola preta. Então, assim ficou batizado o cordão, depois ficou decidido que as cores seriam preto e branco. O interessante é que entre eles, não se denominavam sócios e sim irmão

Evolução do Carnaval: Cordão - Rancho - Bloco - Corso - Escola de Samba         

publicado por carnavalderua às 02:27
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Domingo, 4 de Março de 2007

Quanto mais diabinhos, melhor

Na idade média nos bailes da quaresma era comum o uso de máscaras. Somente na França, durante a Revolução Francesa elas foram proibidas, pois poderiam ser utilizadas pelos inimigos do estado. O uso também era comum na Itália, onde até padres utilizavam durantes as festas.

 

Os anos foram passando e por influencia francesa, no ano de 1834, as máscaras chegaram ao Brasil e foram utilizadas no carnaval. No começo as mais comuns eram as que imitavam animais, as que possuíam bigodes e também óculos. Mas, com o tempo, a fantasia mais usada passou a ser a de diabinho. Roupa vermelha colada, rabo grande, chifres e tridente na mão, geralmente eram assim os diabos do carnaval carioca. O sucesso foi tão grande, que os jornais mensuravam se o carnaval estava bom ou não, pelo número de diabinhos na rua.

 

Mais tarde outra fantasia que fez sucesso, foi o chamado dominó. Havia dominós das mais variadas cores. No ano de 1878, as fantasias da moda eram os chamados chicards, a indumentária era formada por uma calça colante, chapéu de plumas, botas e casacos. No Rio de Janeiro, também existiam pessoas que se fantasiavam de velhos e saiam para as ruas pedindo esmolas. O dinheiro arrecadado era doado aos pobres da cidade.

 

Hoje em dia, as fantasias mais lembradas são os destaques das Escolas de Samba. Há inclusive concursos onde são avaliadas aquelas que são mais luxuosas. Na Bahia, a roupa que todo folião quer é o chamado abadá. Pois assim ele pode pular carnaval tranqüilamente atrás do trio elétrico corresponde.    

publicado por carnavalderua às 21:59
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Santiago: Um pouco da história do carnaval do interior

Os antigos carnavais de rua de Santiago (Rio Grande do Sul) contavam com diversos blocos espalhados pela cidade. Todos ficavam em suas sedes, mas sempre havia um responsável para garantir a ordem, geralmente os pais de algum membro do grupo. A festa sempre terminava nos clubes, onde ocorriam os bailes.

 

Com o passar dos anos, no final da década de 1990 e início dos anos 2000, os QG’s, sedes dos blocos, começaram a ser instalados em salas comerciais, além de residências. Assim os foliões ficavam andando pelas ruas visitando os QG’s. Estes geralmente contavam com um freezer e um bom aparelho de som. Assim cada bloco tinha a sua bebida e a sua música.

 

A maioria dos blocos se reunia nos bailes do Clube União Santiaguense. O interessante é que na semana que antecedia o carnaval, os blocos iam até o clube e colocavam suas faixas na fachada do União. Assim o ele ficava repleto de faixas com o nome dos blocos, que só eram retiradas após o Carnaval.

 

Havia blocos que também tinham faixas em frente ao seu QG, podendo então serem identificados de longe. Outra forma de reconhecer um bloco era através de sua camiseta, antes do carnaval as malharias e serigrafias da cidade faziam hora extra para aprontar o uniforme dos foliões. Pelas ruas era comum ver grupos com camisetas iguais se movimentar pelo centro da cidade.

 

Lembro-me com saudade desta época, pois devido a um briga ocorrida na frente da sede de um dos blocos, a polícia local ficou mais severa e proibiu os QG’s. Assim, o carnaval de rua de Santiago ficou restrito apenas ao desfile das escolas de samba (foto) e aos bailes dos clubes.

 

Alguns dos blocos de Santiago, pelo menos os que conheço: Perdigueros ( o meu bloco), Insolentes, UTI, DDD, Teatinos, TPM, enfim. Hoje não sei quais destes existem, pois eles, durante o carnaval, saem da cidade em busca de festa, mas na rua.

Saiba mais sobre a Terra dos Poetas, Santiago 

publicado por carnavalderua às 14:30
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Os Heróis do Carnaval Carioca

Os clubes carnavalescos eram conhecidos por Sociedades Carnavalescas  no Rio de Janeiro. A primeira delas foi o Congresso de Sumidades Carnavalescas, que surgiu no ano de 1855. Um dos oitenta sócios fundadores era José de Alencar. Com o tempo, foram às sociedades que organizaram os principais bailes de carnaval da cidade. Mas, sempre havia brigas entre os integrantes e dessas rusgas surgiam novas sociedades.

 

Quando uma sociedade necessitava da outra, contava com o apoio. Era comum haver incêndios nas sedes e assim, também era costumeiro que um grupo “rival” emprestasse a sua sede para as reuniões. Rivalidade no carnaval? Sim havia, pelo menos nas disputas para ver quem organizava o melhor baile, fazia o desfile mais bonito, etc. Aliás, as sociedades davam banquetes com muita comida e champanha de graça! É isso mesmo, e somente as mulheres eram convidadas, pois os homens só entravam se fossem sócios.

 

Os pufes representavam outra forma de disputa entre as sociedades, pelo menos na imprensa. Eram versos que elas publicavam nos jornais, gratuitamente, descrevendo seus carros alegóricos, tentando assim mostrar que era melhor que o da sociedade adversária. Mas esses versos não serviam apenas para as rixas, era comum uma sociedade escrever um pufe com tema político. Como no ano de 1891, quando o tema foi o voto feminino.

 

O lado político das sociedades não ficava restrito apenas aos jornais. Elas comprarem cartas de alforria, pois eram abertamente abolicionistas. No ano de 1884, os Tenentes do Diabo libertaram um escravo e o incluíram no seu desfile como um deles. Já no ano de 1892, a pedido do chefe de polícia, os Fenianos acolhem em sua sede 50 órfãos. Por todas esses belos atos, os jornais cariocas chamavam os membros das sociedades de Os Heróis do Carnaval Carioca.

 

Com o passar dos anos três sociedades merecem destaque:

 

Tenentes do Diabo

Há duas versões para a origem do nome. A primeira, de Melo de Moreira Filho diz que um sócio da Euterpe Comercial, sociedade que deu origem aos Tenentes, estava em casa com sua fantasia de carnaval e de repente, um incêndio. Ele não teve dúvidas, saiu de casa e foi ajudar os bombeiros, fantasiado. A outra versão, de Marques Junior, conta que os maiores cargos da Euterpe Comercial eram chamados de Tenentes, durante a assembléia para definir quem seriam os tenentes do ano, o presidente da sociedade se irritou com a demora da discussão, levantou e gritou: Vão todos ser Tenentes do Diabo. Acredito mais na segunda versão, mas as duas histórias têm o seu valor. Os membros da sociedade eram chamados de Baetas (nome dado ao Diabo em Portugal, por sua roupa vermelha) e sua sede era a Caverna. Eles acreditavam ser a sociedade mais antiga, pois sua origem é do Congresso das Sumidades Carnavalescas.

 

Democráticos

A origem da sociedade é bem curiosa. Um grupo de amigos resolveu que cada um deles iria comprar um bilhete de loteria e se algum deles ganhasse, o dinheiro seria empregado na fundação de uma sociedade carnavalesca. A sorte estava com eles, pelo menos um deles, assim surgiu os Democráticos, no ano de 1867. Eles eram conhecidos como Carapicus (nome de um peixe) e sua sede era o Castelo.

 

Fenianos

Surgiram a partir da Euterpe Comercial, Zuavos Carnavalesco e Infantes do Diabo. Por ter uma árvore genealógica maior, se intitulavam a sociedade mais antiga do Rio de Janeiro. Eram conhecidos como Gatos, pois sempre apareciam muitos em sua sede, que era chamada de Poleiro.

publicado por carnavalderua às 04:59
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Sábado, 3 de Março de 2007

E viva o Zé Pereira

Carão amorenado, simpático, bigode curto e grisalho, cabelo branco, barbudo, estatura baixa, ombros e cadeiras largas. Assim era o Zé Pereira, pelo menos o primeiro. José Nogueira de Azevedo Paredes, sapateiro da cidade carioca do final do século XIX. Segundo a história, ele era amigo do filho de Pedro II.

 

Em uma segunda-feira de carnaval, de data que infelizmente desconheço, José Nogueira pegou um Bombo e saiu para rua fazer barulho e cantar. Logo foi um sucesso, pois muitas pessoas o seguiram com a mesma alegria de Zé.

 

Com o passar dos carnavais os Zé Pereiras foram se espalhando pela cidade do Rio de Janeiro e também pelo país. Mas se foi um Zé Nogueira que começou a tradição, qual o motivo que fez essa tradição ficar conhecida como Zé Pereira? É que em Portugal, o instrumento bombo, usado por José Nogueira, era chamado de Zé Pereira, então o personagem também ganhou o nome.

 

A fama foi tanta que até um marchinha foi feita em homenagem ao Zé Pereira. Ela é de autoria de Francisco Correia Vasques.

 

Ó Entrudo,ó Entrudo
Ó Entrudo chocalheiro,
tu não deixas assentar
as meninas ao soalheiro!

Viva o Zé Pereira
Pois que a ninguém faz mal
Viva a brincadeira
Nos dias de Carnaval!

Carnaval,Carnaval
Carnaval das folias
Para nós o Carnaval
Devia ser todos os dias!

publicado por carnavalderua às 18:15
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É proibido fumar! Nos antigos bailes do Carnaval Carioca

Os primeiros grandes bailes do carnaval que se tem notícia são do final do século XIX, no Rio de Janeiro. Lá as pessoas dançavam Polca, a dança da moda na época. A animação da festa ficava por conta das orquestras, às vezes acompanhada por um coro.

 

No começo as famílias não participam dos bailes, pelo menos de maneira ativa. No salão o “povo” dançava feliz durante todo a festa, as famílias ficavam olhando de cima, nos camarotes, pois não acreditavam ser uma festa apropriada. Somente no ano de 1900, quando o Bairro de Copacabana organiza um baile “familiar”, é que os “clãs” começam a freqüenta-los de maneira ativa.

 

Um policial sempre acompanhava os festejos de maneira atenciosa, pois ele tinha que garantir a segurança dos foliões. Não como hoje, que sua função é de separar brigas, naquele tempo, a segurança vistoriada pelo policial era a saúde dos freqüentadores do baile. Além de proibir o entrudo dentro do salão, ele não deixava que as pessoas fumassem no recinto e quando o baile atingia um certo horário, o policial encerrava a festa. Motivo: evitar que as pernas das pessoas ficassem fadigadas de tanto dançar.

 

O tempo foi passando e os bailes foram evoluindo, em 1909 surgiram as matines, que hoje garante a folia das crianças no carnaval. Surgiram também concursos que elegiam a moça mais bela, a fantasia mais bonita e a melhor dança. Foram acrescentados aos bailes, peças de teatro que realizavam antes da festa e concertos de canto e piano. Hoje os bailes são completamente diferentes, mas ainda levam muitos foliões das ruas para os salões de todo Brasil.

publicado por carnavalderua às 17:55
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Ainda é Carnaval, pelo menos em Uruguaiana

Devido as fortes chuvas que atingiram a cidade ontem (1º de março)*, o primeiro dia do Carnaval local foi cancelado. Porém, hoje (2 de março)* deve ocorrer a abertura dos desfiles na Avenida Presidente Vargas. Pessoas de todas as regiões do estado e da Argentina lotam os hotéis de Uruguaiana (cidade da fontreira oeste do Rio Grande do Sul) para aproveitar a folia fora de época.

 

As escolas de samba são organizadas pela Liga Independente das Escolas de Samba de Uruguaiana (LIESU). Assistirão ao desfile, conivdados pela Liga, carnavalescos fluminenses e professores da Universidade Estácio de Sá (primeira no Brasil com um curso acadêmico de Gestão de Festas e Eventos Carnavalescos), também do Rio de Janeiro.

As principais escolas de Uruguaiana são: Unidos da Cova da Onça, Unidos da Ilha do Marduque, Os Rouxinóis, Deu Chucha na Zebra, Acadêmicos do Negão, Bambas da Alegria, Unidos da Toca do Lobo, Unidos da Mangueira, Império da Zona Sul, União da Vila, Mocidade Independente da Vila Julia e Apoteose do Samba. 

*por estar em um portal português, as datas de publicação do blog Carnaval de Rua seguem o horário daquele país. 

publicado por carnavalderua às 00:16
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007

Até tu Imperador

 Como já citado anteriormente (Entrudo 1ª parte), o entrudo era uma festa onde as pessoas arremessavam objetos, principalmente ovos, farinha e fuligem contra os outros foliões. E para jogar água era usadas basicamente três maneiras: através de gamelas, pelas chamadas bisnagas ou com os limões-de- cheiro.

 

Era comum nos carnavais do século XIX e nos do começo do século XX, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, os carnavalescos ficarem nas janelas de suas casas com uma gamela cheia de água. Assim, quando passava alguém, o banho era inevitável.

 

Outra forma de molhar os foliões durante o entrudo era as chamadas bisnagas, as pessoas a enchiam de água e a pressionavam quando queriam molhar outro “carnavalesco”. Os jornais cariocas da época, como a Gazeta de Notícias, ironizavam que as bisnagas, por serem semelhantes a seringas, podiam curar muitos enfermos, tamanha era a procura pelo brinquedo.

 

A terceira e mais interessante forma, foram os chamados limões-de-cheiro, uma espécie de laranja de uma fina camada de cera, que no seu interior era repleta de água. Era um tipo de “bexiguinha”, que hoje as crianças utilizam nas suas brincadeiras, porém feito de cera, por isso era comum machucar quem fosse atingido pelos limões-de-cheiro.

 

O curioso é que apesar de parecer ser uma brincadeira de “mal gosto”, na época era um sucesso, a maioria das pessoas gostavam de “jogar o entrudo”. Alguns jornais faziam campanha para que a festa fosse extinta, mas todo carnaval sempre havia entrudo. A simpatia era tão grande que até D. Pedro gostava da brincadeira e passou para seu filho o gosto pela mesma. Então, quando chegava o carnaval D Pedro II.  pegava suas bisnagas e limões-de-cheiro e partia para o ataque, o alvo: suas irmãs. Mas a alegria do nosso futuro Imperador não durou muito, logo suas irmãs adoeciam, devido aos banhos e mãe do rapaz, D. Maria Leopondina, o proibia de brincar continuar a brincadeira.

 

Saiba mais em: História do Carnaval Carioca, de Eneida de Morias  

publicado por carnavalderua às 14:48
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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007

Longe de Casa

Este ano, mais uma vez passei o carnaval em Jaguari, cidade que fica cerca de 45 km da minha terra natal, Santiago. Pelo segundo ano consecutivo o carnaval na minha cidade ficou restrito aos clubes e a um único dia de desfile das escolas de samba (que este ano foi apenas uma). Então, os santiaguenses vão de carro ou ônibus, passam uma noite ou acampam na cidade vizinha.

 

Em 2006, o movimento em Jaguari foi muito superior ao deste ano. No ano passado íamos para lá de ônibus ou de carona. E voltávamos de carona. Meus tios (Luiz e Cleonice) também foram ao carnaval de rua em Jaguari nos últimos dois anos.

 

No carnaval passado, o fato mais curioso foi o retorno a Santiago em um dos dias. Meu tio nos convidou para irmos junto com ele. Então, a Luzi foi na minha casa e de lá fomos de carona para Jaguari. Chegando lá, a festa estava muito boa, pulamos, dançamos, enfim nos divertimos bastante na Avenida Severiano (foto), a principal da cidade durante a festa.

 

Meu tio também se divertiu bastante, dançava com minha tia e convidava minha prima para dançar. Ao longo da noite, “para passar o calor”, ele começou a beber. Até que certo ponto lhe deu sono e ele foi descansar no carro.

 

Então, minha tia logo nos chamou e convidou para irmos embora. Chegando no carro meu tio estava “cochilando” no banco de trás. E logo que batemos no vidro, ele acordou. Mas havia um problema. Estávamos em sete pessoas: Eu, a Luzi, minha Tia e meu Tio, minha prima, Tanise e o namorado dela, o Lucas e o irmão da minha tia, o Vinícius.

 

Conversei com a Luzi, falamos que poderíamos ir de ônibus, não teria problema para nós. Ou se o ônibus fosse mais tarde eu ligaria para meu pai e pediria uma carona “emergencial”, afinal são 45 km, 90 na verdade, porque tem a volta. Mas meus tios não permitiram que eu fizesse isto e me deram uma função de grande responsabilidade: Motorista.

 

Mas como colocar sete pessoas dentro de um carro? Simples, eu de motorista, a Luzi e a Tanise dividiram o banco do carona e atrás meu Tio, minha Tia, o Vinícius e o Lucas ficaram no aperto. Bem, eu estava tranqüilo, confortável, o único problema é se fôssemos parados pela polícia. Então resolvi andar devagar.

 

Ao longo da viagem de volta, meu tio Luiz parecia ter “trocado as pilhas”. Quando eu estava devagar ele dizia para eu acelerar, quando eu acelerava um pouco, ele dizia que estava indo muito rápido. Depois de alguns minutos, o Lucas pegou no sono e meu para não perder o ritmo das brincadeiras, lhe dava um tapinha na cabeça e dizia: Vinícius, não acorda o Lucas.

 

Após esta divertida viagem e toda noite de carnaval meu tio falou: “Mas que coisa bem ruim este tal de carnaval, eu não gosto”.É claro que todos rimos e fomos para casa com muita história para contar e prontos para o próximo carnaval.

publicado por carnavalderua às 00:13
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

Aos leitores

Informo aos leitores do blog Carnaval de Rua, que devido ao carnaval eu tive que dar uma parada, mas durante o feriado "obtive" novas histórias para contar.

 

É uma ironia um blog sobre carnaval parar durante o carnaval, mas eu acho que trabalhei para trazer novas informações aos leitores, claro que fiz muita festa também.

 

Bem, nos próximos posts trarei informações sobre o carnaval que passou e outros também 

publicado por carnavalderua às 13:08
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Despertador ou Trio elétrico?

No passado fui visitar minha irmã, Alexandra, em João Pessoa. Minha outra irmã Michele estava junto. Fomos em fevereiro e ficamos até o pré carnaval, que lá existe. Inclusive, conforme meu cunhado Renan, o pré carnaval é mais movimentado do que o próprio carnaval.

 

Ficamos duas semanas e acompanhamos apenas os primeiros dois dias do pré carnaval, como minha irmã mora perto da avenida onde os blocos passam, no primeiro dia acompanhei pela janela a movimentação dos foliões. Desci apenas no começo da noite, se a primeira impressão é a que fica, então, fiquei apavorado com a quantidade de pessoas reunidas. Meu pavor foi confirmado no outro dia, quando assistindo ao telejornal local, foi informado que naquela avenida havia mais de 500 mil pessoas na primeira noite de pré carnaval.

 

Mas este não foi o único “pavor” da noite, depois de ver por horas os foliões passarem, resolvi dormir. Meu cunhado como já conhecia a festa me avisou: “Tu não vai conseguir dormir, o barulho dos trios elétricos é muito alto”. Não acreditei muito e resolvi arriscar.

 

Quando estava no bom do sono, os vidros começaram a tremer e parecia que a Ivete Sangalo, o Chiclete com Banana, a Daniela Mercuri, enfim, todos tocavam um som muito alto dentro da minha cabeça. Pensei que era um sonho, mas quando abri os olhos e vi a janela realmente tremendo, logo levantei e fui ver o que estava acontecendo.

 

Pela avenida passavam dois trios elétricos. Já tinha visto um trio elétrico antes, mas só pela televisão. É impressionante como um “caminhão com uma banda acoplada” pode trazer tanta energia. As pessoas que estavam atrás do trio acompanhavam a música e cantavam com uma energia contagiante. Após esta cena, conclui que o carnaval paraibano, corrigindo, o pré carnaval é muito alegre e vibrante e contagia qualquer pessoa.

publicado por carnavalderua às 02:59
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O Entrudo - 1ª Parte

Foto de Carnaval antigoO entrudo foi trazido ao Brasil pelos portugueses, esta festa de nome estranho é a mais provável origem do nosso carnaval. No tempo em que éramos colozidos pelos lusos, o entrudo era uma tradição não só lá em Portugal, mas também aqui nas nossas ruelas.

Apesar de pouco nítida, escolhi a foto porque ela retrata de maneira clara, pelo menos isso, as casas. Assim, é possível perceber que o carnaval, desde suas origens (entrudo), já era comemorado nas ruas.

Não era o trote universitário, mas o comum era foliões atirando água, farinha, ovos podres e fuligem uns nos outros. Esta brincadeira nem sempre agradava a todos, como era de se esperar, muitas vezes acaba em brigas e a violência acabava generalizada....

publicado por carnavalderua às 01:25
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

Indignição. A verdadeira imagem do nosso carnaval?

Hoje fui visitar um amigo, estavámos conversando e a televisão estava ligada como "pano de fundo". Então, passou uma reportagem no jornal sobre a diversidade do carnaval. O primeiro comentário do meu amigo após a matéria foi o seguinte: "Carnaval brasileiro é turismo sexual".

Então lhe perguntei se essa é imagem que ele tem do nosso carnaval. Felizmente, ele respondeu que não, mas disse acreditar que essa é a imagem dos outros países. Claro, que algum turista do exterior vem fazer esse tipo de "turismo" aqui na época do carnaval. Mas não são a maioria, muitos vem em busca dessa tão difundida alegria de viver do povo brasileiro.

O comentário do meu amigo me fez pensar e reforçar a idéia desse blog, pois é mais uma forma de mostrar que o carnaval brasileiro é muito diversificado. Além disso, é um pouco da expressão da nossa cultura, por isso devemos valorizá-lo e esta é uma das intenções do blog.

 

 

 

sinto-me: Indignado
publicado por carnavalderua às 02:29
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

O Carnaval que conheço

O Carnaval, a maior festa popular do Brasil é também a mais diversificada. Para um turista, por exemplo, quando fala no Carnaval brasileiro, cita o Rio de Janeiro, os carros alegóricos, as mulatas, as escolas de samba, etc. É claro que nos últimos anos a isto tem mudado um pouco, atualmente, alguns citarão os trios elétricos, os abadás, as cantoras baianas.

 

Em muitas cidades esta realidade é completamente diferente. É claro que há desfiles de escolas de samba em grande parte do Brasil, sim, os carros alegóricos são menores (quando existem), as mulatas não são em grande número, mas a animação também é grande. Também existem em cidades menores trios elétricos, está bem, a Ivete Sangalo não canta em nenhum deles, só lá em Salvador, mas existem.

 

O que há de mais interessante nas pequenas cidades do interior durante o carnaval, é a rua. Sim, a festa é na rua. As pessoas andam pelas calçadas cantando, pulando, fazendo festa...Em muitos casos a folia começa nas ruas e termina nos salões dos clubes, onde as pessoas se encontram e se divertem até o dia começar de novo e o “ritual” voltar para as ruas. Mas isso não é uma regra, cada cidade tem sua peculiaridade no Carnaval.

 

Aqui no Rio Grande do Sul, e aí falo por experiência própria, principalmente na minha cidade, Santiago, o carnaval é assim, nas ruas. As pessoas se dividem em blocos, cada bloco tem o seu QG, felizmente não é uma guerra, a única munição guardada nesses quartéis são as bebidas. Os “soldados” não ficam nos seus quartéis, visitam outros QG’s, se divertem com os “soldados além das suas fronteiras”. É claro, o que mais ocorre é blocos formados por homens visitarem “quartéis” de blocos femininos e vice-versa.

 

Os QG’s eram em casas ou em imóveis comercias alugados próximos aos clubes. Hoje, devido a uma proibição das autoridades responsáveis pelo carnaval, os blocos só podem se reunir nas residências particulares. Antes  desta proibição, a rua que dá acesso ao Clube União Santiaguense era lotada de QG’s, era um ao lado do outro e a rua ficava completamente tomada de pessoas, que iam e voltavam para o clube. Então, no carnaval de Santiago sempre havia várias festas ao mesmo tempo, tanto na rua, quanto nos clubes.

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